segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pac Man - Pega pega

Uma outra alternativa de atividade para trabalhar vários componentes nas aulas de educação física, de forma divertida com os alunos das 3ªs séries, foi o Pac Man, uma brincadeira de pega-pega com algumas adaptações. Nesta brincadeira escolhemos um pegador; todos deverão fugir porém o percurso será sobre as linhas demarcatórias da quadra (handebol, futsal, voleibol e basquete), como se fossem pontes interligadas. Durante a atividade, o aluno capturado deve sentar-se e assim permanecer. Os fugitivos, bem como o pegador não poderão mais passar por esse caminho. Digo que devemos simular que o percurso foi interrompido porque a ponte quebrou, assim tendo que pegar um desvio. Trabalha-se muita atenção com essa brincadeira, além de agilidade, interação etc. Alguns registros foram feitos e podem ser apreciados em nosso canal do youtube.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Guerra de peões nas 5ªs séries


A maioria dos alunos das 5ªs séries, começaram a aprender jogar xadrez na 3ª série nas aulas de educação física e depois perderam o contato com o esporte. Resultado: esqueceram como se joga.


Aproveitamos o momento do Fórum de xadrez e trabalhamos com a "guerra de peões" para que os alunos se recordem do movimento dessa peça. A dificuldade está em que ela se movimenta de uma forma e captura de outra. Outra dificuldade que notamos é que ficam tímidos na movimentação, jogando apenas com um peão, então o confronto "todos contra todos" é muito positivo neste momento.


Seguindo a sugestão do professor Rui Augusti, vamos experimentar o método de introduzir as demais peças aos poucos, promovendo confrontos entre peões e bispos, peões e torres e assim sucessivamente.


Com a ajuda dos monitores Luana Layla e Vitor Moura, conseguimos orientar os grupos de alunos, em apenas duas aulas e introduzir o bispo em uma das turmas.


Alguns alunos ainda estão um tanto perdidos, porque existe uma dificuldade natural de olhar o jogo de forma ampla, antecipar o pensamento do adversário, entre outros fatores. Iremos paulatinamente desenvolver a movimentação de peças de forma que em breve os alunos estarão jogando e multiplicando o jogo de xadrez em suas casas, levando consequentemente para suas vidas.

Vamos divulgando neste espaço a evolução deles.




Iniciação a Ginástica Artística nas 3ª séries


Dando continuidade as nossas atividades trabalhando com o corpo, explorando-o, chegou a vez da ginástica artística.

Como nossas turmas estão fazendo educação física pela primeira vez, temos que ir em doses homeopáticas com os exercícios. Muitos alunos apresentam muitas dificuldades generalizadas, inclusive de compreensão.

Os jogos e brincadeiras auxiliam, mas proporcionamos outras atividades diferenciadas para dar oportunidade para que todos descubram suas potencialidades.

Após muitas sessões de alongamento podemos requerer um pouco da flexibilidade adquirida. A dificuldade agora se dá em concentrar-se na musculatura correta durante o exercício. Em nosso caso, os braços.

O objetivo das aulas seria que o aluno executasse o exercício conhecido como "três apoios", não colocando o peso do corpo na cabeça e sim nos braços. Essa fala é repetida a todo momento.

O exercício "vela" já foi feito na aula anterior para perceber a contração de glúteos e abdomem, posição de pernas e pé na finalização.

Fizemos alguns registros em imagens com parte das etapas e o objetivo final da mesma. Os alunos são orientados a continuar praticando na medida do possível, pois os conteúdos se alternam a cada semana dada a diversidade de nossa área.

Deveremos fazer uma pausa para conversar sobre alimentação, pois percebemos que os alunos estão consumindo muitos doces, refrigerantes e salgadinhos nos intervalos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

I Fórum de Xadrez da DRE Pirituba


Aconteceu neste último sábado dia 02 de abril, o primeiro Fórum de xadrez movimento educativo, que reuniu educadores da rede municipal de ensino de São Paulo.


Inicialmente foram oferecidas 400 vagas para os interessados da região de Pirituba, Lapa, Perus, porém foi expandida para outras regiões; assim alguns professores de Capela do Socorro entre outros, tiveram a oportunidade de participar como foi o nosso caso (Juliana e Dora - Teodomiro, Eduardo - Parelheiros e Julie - Joaquim Bento).


Existia a opção de dez oficinas para todos os gostos, de arbitragem à curiosidades e até web xadrez. A maior procura realmente foi com relação ao desenvolvimento do xadrez em sala de aula e outros que dariam suporte prático principalmente para aqueles profissionais que desejavam iniciar o projeto em suas escolas.


O encontro apesar de ter sido o dia todo, das 8:00 as 18:00, foi muito prazeroso e produtivo. A troca de informações foi excelente, com relatos de experiências, debate onde todos puderam explanar suas angústias e dúvidas.

Logo na chegada fomos todos bem recebidos com um coffe break e um brinde surpresa que incluía materiais que utilizaríamos para anotações, pasta e um bonito boné. No mesmo local do café, existia uma exposição com registro em imagens dos projetos xadrez desenvolvidos nas escolas da DREPJ. Contamos também neste espaço com um show room de materias didáticos para o desenvolvimento do xadrez de livros a jogos.

No auditório, vários convidados representando SME Assessora Profª Margarete Tamburu, Égnon Viana e o dirigente da DRE, Prof. Waldecyr Navarrete. O campeão brasileiro de xadrez, Giovani Vescovi, esteve presente e contou sua trajetória no esporte.

Uma grande surpresa para nós da região do Grajaú, foi a apresentação do grupo Xemalami que trabalha a cultura Hip Hop focados no tema xadrez. Suas músicas associam o jogo de xadrez ao jogo da vida. Muito significativa a frase: "O peão nunca recua" representando a luta incessante do povo para seguir em frente lutando, a despeito dos revezes e dificuldades em seu caminho.


A palestra com o neurocirurgião e amante do xadrez Dr.Italo Denelle Venturelli falando sobre a importância do ensino do Xadrez nas Escolas, como um ótimo recurso pedagógico para melhoria da concentração, raciocínio e até mesmo para prática de certos valores em nossos alunos. Quando notamos que um médico iria palestrar já imaginamos algo enfadonho, cansativo, cheio de termos técnicos. Para nossa surpresa não foi assim; o palestrante foi uma simpatia, conseguiu manter a nossa atenção, desperta nosso interesse em querer ouvi-lo sem perder nenhum momento de sua fala; muito dinâmico e com olhar voltado para a educação realmente.


Parabenizamos toda equipe envolvida desde o projeto à efetivação deste fórum, que nos deixou com uma grandeza de conhecimentos imensurável. Os educadores participantes da oficina merecem todo nosso respeito e vamos aguardar os próximos eventos com muita ansiedade.


Um forte abraço a todo pessoal de Pirituba e região por sua acolhida ao nosso grupo.

sábado, 2 de abril de 2011

Atividades de aquecimento nas 3ªs séries

Quando debatemos entre os alunos, quais as atividades que poderiam fazer para "esquentar" seu corpo, fazendo seu coração bater mais rápido, seu sangue circular mais rápido, aumentar a respiração, transpiração e etc que notamos quando aquecemos, invariavelmente eles concordam que exercícios com corrida são os que aquecem.

Então sempre propomos alguns exercícios no lugar, em que poderemos trabalhar outros componentes. È meio tradicional, mas eles adoram porque os alunos maiores fazem isso e adoram imitá-los (inclusive os pequenos de 1ªs e 2ªs séries que não fazem educação física em nossa escola devido a grade, ficam reproduzindo nos intervalos).

Notamos que eles apresentam muitas dificuldades de coordenação motora dos grandes grupos musculares e exercícios como o famoso “polichinelo” torna-se impossível.

Costumamos fazer uma seqüência simples de movimentos e acompanhar a evolução do aluno. Esse registro em imagens irá funcionar como feedback para que os mesmos notem sua evolução do início do ano até o final, uma forma "do antes e depois".

Essa dificuldade coordenativa é comum e se transfere para outras atividades, daí a grande importância de enfatizarmos atividades variadas com brincadeiras e jogos, tanto do contexto dos alunos quanto novos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Brincadeira do "Rouba Bandeira"

Depois de muita conversa sobre a atenção com o corpo, postura, alongamento, aquecimento, contagem de batimentos cardíacos com e sem esforço, já estava na hora de brincar. Já havíamos desenvolvido jogos de coordenação e de tabuleiro em sala de aula, pois pegamos algumas semanas de chuva. Finalmente chegou a vez das 3ªs séries terem aulas na tão sonhada "quadra grande". Nossa escola é muito grande, com 53 salas em funcionamento então atuam quatro professores de educação física. O rodízio de quadras existe para nossa organização, pois são apenas duas e dois profissionais no mesmo período; assim uma professora fica uma semana na grande e outra na pequena e alternam-se. Iniciamos a aula com alongamento básico e depois passamos a brincadeira de pega-pega, duro ou mole e ajuda-ajuda. Depois foi contada toda a dinâmica do "rouba bandeira", seu objetivo e regras. Inicialmente todos correram para o campo adversário, batendo-se para pegar a bandeira e retornar. Nínguem capturou ou foi capturado; um desespero total. Após algumas observações, os alunos começaram a conversar entre si e se organizar, naturalmente. A medida que perdiam algum ponto, o diálogo entre eles se intensificava e novas estratégias eram traçadas. As equipes se dividiram em atacantes e defensores. Quando um colega era "pego" e não ficava congelado, virava em tumulto e todos discutiam e se achavam injustiçados, principalmente se o resultado fosse um ponto contra. Ao final da aula, o esperado ocorreu; os alunos não queriam ir embora e pediram que a atividade fosse repetida na aula seguinte, pois iriam combinar novos sistemas na sala. Interessante também, o envolvimento de alguns professores regentes na atividade e suas observações sobre o comportamento diferenciado dos alunos em quadra e em sala de aula. Muitos alunos assumem a liderança. Conflito maior é gerado quando existem muitas lideranças em uma mesma turma. Os alunos compreenderam que a equipe com maior espírito de união, em que todos se ajudam e respeitam as regras com certeza vence no final e essa vitória nem sempre é em pontos no placar. Assistam alguns momentos no vídeo.